Carro não poluente: solução ambiental?

16 04 2010

Indústria automotiva busca soluções para unir o prazer de dirigir à consciência limpa

Tráfego aumenta nos grandes centros urbanos

Em tempos de aquecimento global, a indústria automotiva corre contra o tempo. Não é de hoje, que engenheiros no mundo todo buscam soluções para minimizar os impactos ambientais da utilização de um dos maiores inventos do século XX. Item,  para muitos, considerado um inseparável amigo de todas as horas, o carro. 

Só no Brasil, segundo dados do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito) apurados em março deste ano, circulam pelas cidades brasileiras cerca de 55.567.617 (cinqüenta e cinco milhões, quinhentos e sessenta e sete mil, seiscentos de dezessete) veículos. Desses, mais de 1 milhão estão no Rio e quase 6 milhões em São Paulo.

 

Com o aumento do número de veículos, agrava-se também a crise ambiental decorrente do uso de combustíveis fósseis. Sendo assim, a indústria automotiva viu a necessidade de investir em pesquisas para tornar o uso do carro, menos ofensivo ao planeta. Novos motores surgem. Elétricos, a hidrogênio, além é claro de motores mais econômicos, modelos flex, o velho conhecido a álcool, e o biodiesel que já circulam por aí.

 

Alternativa: eletricidade

 

Um exemplo recente que tem atraído os holofotes são os carros elétricos da montadora Tesla Motors. A última investida da empresa é o modelo sedã da Tesla, que funciona a base de baterias íon-lithium (iguais as de lap top). Sim, ele e seu irmão esportivo, à venda desde 2008, fazem parte do clube de motores elétricos com zero de emissões tóxicas ao acelerar.

 

Tesla Rodster: autonomia, potência e busca ambiental.

O Tesla sedã tem autonomia de 482 km, antes de pedir recarga e leva apenas 5.6s para atingir 96,6km/h. Transporta até sete pessoas, sendo duas crianças em bancos retráteis na parte traseira. Sua recarga é feita em 45 min, segundo informação no site da montadora. O carro sai da fábrica junto com seu carregador, que pode ser nas seguintes voltagens 120v, 240v e 480v. Bem parecido com os veículos em uso no mundo.

 

Sobre a utilização de motores elétricos na atualidade, o Presidente do CREA-RJ, Agostinho Guerreiro, considera que ainda é algo a ser aprimorado, com pesquisas e soluções viáveis com relação à logística para o uso do produto. Ele acredita que “haverá a tendência a pesquisar veículos de baixa poluição” e cita como exemplos atuais o uso de gás nos táxis, carros a álcool, flex e biodiesel.

 

– A tecnologia automobilística não tem muito problema. Os veículos vão aos poucos sendo aperfeiçoados. O problema que está sem solução é a logística. Para fazer o reabastecimento dessa bateria você enfrentaria dificuldades porque não existe uma rede.

 

 

Veículo a Hidrogênio chega a São Paulo

 

Além dos carros elétricos, outra invenção que em foco são os carros movidos a hidrogênio. Como se constata em experiência em andamento no Estado de São Paulo, com o protótipo de um ônibus previsto para entrar em cena oficialmente entre 2010 e 2011.

 

Tecnologia presente no Brasil

O ônibus tem funcionamento híbrido, ou seja, a energia que o movimenta vem tanto de baterias recarregáveis, como do sistema de células a combustível, provenientes de processo de quebra das moléculas de oxigênio e hidrogênio da velha e conhecida e imprescindível fórmula química, a água.

 

Neste modelo de veículo, ainda há o aproveitamento da energia gerada durante as frenagens. Como acontece nos carros de corrida da Fórmula 1. No caso do protótipo em teste em SP, a autonomia é de 300km até a próxima recarga. E o mais interessante, elimina na atmosfera apenas vapor d`água.

 

Crise Ambiental

 

Ritmo de vida moderno antecipa processo natural

O objetivo desses investimentos é eliminar os resíduos tóxicos decorrentes do uso de motores a combustão. Estes que contribuem para a potencialização do fenômeno natural chamado efeito estufa. Este que, acentuado pelo acúmulo de gases como o CO2 eliminados por motores a combustão culmina no famoso aquecimento global, que é a elevação da temperatura média do planeta.

 

A arquiteta e ambientalista Vânia Stolze acredita que a realidade de carros com tecnologias limpas está bem próxima de dar seus primeiros passos rumo a um lugar nas sociedades. E ela conta uma novidade pouco divulgada no país, o primeiro posto elétrico lançado recentemente pela Petrobrás.

 

– Eu acredito sim, a Petrobras inaugurou o primeiro posto de energia elétrica para autos. Acredito que é a grande saída o biodiesel e a energia elétrica. O carro elétrico hoje não tem uma autonomia, mas acredito que vão desenvolver uma abateria não tão poluente no descarte e com maior autonomia.

 Matéria minha publicada no jornal online O Estado RJ. Leia aqui!


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